Erros de marketing mais comuns em clínicas: 15 falhas que afastam pacientes e como corrigi-las
Quais são os erros de marketing mais comuns em clínicas?
Os erros de marketing mais comuns em clínicas dividem-se em três grupos: falta de estratégia, comunicação difusa e falhas técnicas que travam a conversão. Na prática, a clínica investe em anúncios, site e redes sociais sem saber que paciente quer atrair, o que promete e como mede o resultado.
Para tornar o diagnóstico concreto, este artigo acompanha um cenário ilustrativo (não é um dado de mercado). Uma clínica dentária no Porto investe 1.500 € por mês em Google Ads e Meta Ads, recebe 60 contactos, agenda 20 consultas, tem 12 comparências e apenas 5 pacientes iniciam tratamento. O custo por contacto parece razoável (25 €), mas o custo por paciente novo é de 300 €, e ninguém sabe em que ponto do percurso se perdem os restantes.
Ausência de visão estratégica
Uma clínica sem estratégia decide por impulso: publica porque “é preciso estar nas redes”, anuncia porque o concorrente anuncia. Sem prioridades por serviço, margem e capacidade da agenda, o marketing atrai contactos que a equipa não consegue converter ou tratamentos que não são os mais rentáveis.
Comunicação difusa
Quando o site fala de tudo, os anúncios prometem preços e as redes sociais mostram bastidores sem fio condutor, o paciente não percebe em que a clínica é diferente. A mensagem dispersa dilui a marca e dificulta a escolha. O trabalho de branding para clínicas ajuda a definir e comunicar com clareza o que torna a clínica diferente.
Falhas técnicas que impactam a conversão
Páginas lentas, botões escondidos, formulários extensos e ausência de medição escondem o problema real. O resultado é um orçamento gasto sem aprendizagem.
Lista dos 15 erros de marketing mais comuns em clínicas
- Não definir público-alvo e jornada do paciente.
- Não ter uma proposta de valor clara.
- Não fixar metas mensuráveis.
- Desalinhar anúncio, público e oferta.
- Não medir com eventos e UTM.
- Manter um site lento e pouco claro.
- Usar formulários longos ou confusos.
- Omitir chamadas à ação e provas sociais.
- Publicar nas redes sem objetivo nem consistência.
- Comunicar apenas promoções.
- Negligenciar o SEO local.
- Produzir conteúdo genérico que não responde às dúvidas dos pacientes.
- Ignorar ou gerir mal avaliações e depoimentos.
- Falhar no follow-up e na qualificação de contactos.
- Ignorar regras de publicidade em saúde e proteção de dados.
Por que esses erros prejudicam a captação e retenção de pacientes?
Estes erros prejudicam porque atuam em cadeia: cada falha reduz a confiança do paciente, encarece a aquisição e diminui o valor gerado ao longo do tempo. Uma clínica que perde contactos no site paga duas vezes, primeiro pelo anúncio e depois pela marcação que nunca aconteceu.
Perda de confiança e reputação
Em saúde, o paciente escolhe quem lhe transmite segurança. Informação ambígua sobre preços, profissionais ou tratamentos, respostas tardias e avaliações sem resposta enviam o sinal oposto. A reputação, depois de abalada, é lenta e difícil de recuperar, por isso convém protegê-la desde o primeiro contacto.
Aumento do custo por paciente
No cenário da clínica do Porto, o custo por paciente novo de 300 € resulta de uma cadeia de perdas: 60 contactos, 20 marcações, 12 comparências, 5 inícios de tratamento. Se a clínica melhorar apenas a resposta inicial e a taxa de comparência, sem aumentar o investimento em anúncios, esse custo tende a descer. Sem medir cada etapa, a decisão habitual é aumentar o investimento, o que apenas escala o desperdício.
Redução do retorno a médio prazo
A captação é só metade da equação. Se não houver lembretes, recalls e acompanhamento, o paciente faz uma consulta e desaparece. O artigo sobre como fidelizar pacientes numa clínica detalha as práticas que prolongam o valor de cada paciente conquistado.
Quais erros estratégicos as clínicas cometem com frequência?
Os erros estratégicos mais frequentes são não definir o público-alvo e a sua jornada, não ter uma proposta de valor clara e não fixar metas mensuráveis. A pesquisa que sustenta este artigo não reuniu estudos portugueses que quantifiquem este impacto, pelo que o que se segue são recomendações operacionais, não estatísticas.
Não definir público-alvo e jornada
“Todas as pessoas da zona” não é um público. Uma clínica dentária com foco em implantes fala com um paciente adulto, com dúvidas sobre dor, duração e financiamento. Uma clínica de estética facial fala com outro, que compara resultados e confia em referências. Para cada serviço prioritário, defina:
- quem é o paciente, o que o preocupa e o que o faz decidir;
- onde pesquisa (Google, redes sociais, recomendações);
- o percurso entre o primeiro contacto, a consulta, o tratamento e a recorrência.
Falta de proposta de valor clara
A proposta de valor responde à pergunta “porque devo escolher esta clínica e não a vizinha?”. Pode assentar na especialização, na tecnologia, no acompanhamento por um médico responsável ou na rapidez de marcação. Deve ser verdadeira e verificável, o que, como se verá adiante, é também uma exigência regulatória.
Ausência de metas mensuráveis
Meta mensurável é aquela com número e prazo, por exemplo: “passar de 5 para 8 pacientes novos de implantes por mês em 90 dias”. Sem isso, os relatórios mostram cliques e likes, não consultas. Uma estrutura simples inclui:
- separar objetivos de primeira consulta, tratamentos recorrentes e reativação de pacientes;
- associar cada campanha a uma ação medida (chamada, formulário ou pedido de marcação);
- registar origem do contacto, serviço procurado, marcação e comparência;
- rever os resultados mensalmente, por canal e por serviço.
Para fixar o investimento, consulte o artigo sobre como definir o orçamento de marketing de uma clínica.
Quais erros ocorrem nas campanhas de anúncios (Google Ads e Meta Ads)?
Em campanhas pagas, o desperdício nasce de oferta e público desalinhados, páginas de destino sem foco e ausência de medição rigorosa. O Google Ads capta pessoas que já pesquisam um tratamento; o Meta Ads (Facebook e Instagram) gera procura junto de quem ainda não pesquisou. Cada plataforma exige uma mensagem diferente.
Segmentação e oferta mal alinhadas
Anunciar “branqueamento dentário” a toda a gente, com um preço promocional e uma página geral da clínica, mistura intenções distintas. Em pesquisa, o anúncio deve refletir a procura (por exemplo, “implantes dentários no Porto” e a consulta de avaliação). Nas redes sociais, deve educar antes de vender. Em ambos, a página de destino deve repetir a promessa do anúncio.
Landing pages sem foco em conversão
Uma landing page é uma página criada para um único objetivo, normalmente a marcação. Enviar tráfego pago para a página inicial, com menus, vários serviços e várias ações, reduz a conversão. A criação de landing pages deve seguir a regra de uma página, um serviço, uma ação principal.
Como medir resultados com eventos e UTM?
Os parâmetros UTM são etiquetas acrescentadas ao endereço de um anúncio que identificam a campanha de origem de cada visita. Os eventos registam ações como cliques no botão de chamada ou submissão de formulário. Sem eles, a clínica não distingue:
- pedido de informação;
- marcação efetiva;
- comparência;
- paciente novo que inicia tratamento.
No cenário do Porto, só a identificação da campanha de origem permitiria perceber, por exemplo, se os anúncios de implantes geram pacientes que iniciam tratamento e se os de promoção de limpeza geram contactos sem avanço. Para mais detalhe, veja publicidade online para clínicas.
Anúncios sem revisão regulatória
Deixar um fornecedor externo publicar alegações clínicas sem validação da equipa responsável expõe a clínica a riscos que se tratam adiante. Todo o anúncio de saúde deve ser revisto antes de entrar no ar.
Quais são os erros mais comuns em websites e UX que reduzem conversões?
Três falhas travam a conversão no site: páginas lentas e pouco claras, formulários longos ou confusos e ausência de chamadas à ação e de provas sociais. O site é o ponto onde o interesse gerado por anúncios, pesquisas e recomendações se converte, ou não, em marcação.
Páginas lentas e pouco claras
Um paciente que chega a partir do telemóvel precisa de perceber em segundos: que serviço é, quem o presta, onde fica a clínica e como marcar. Páginas pesadas, com texto excessivo e sem hierarquia visual afastam esse visitante. O web design orientado à conversão prioriza a leitura em telemóvel e a velocidade de carregamento.
Formulários longos ou confusos
Pedir morada, data de nascimento e historial clínico num primeiro contacto é desnecessário e levanta questões de proteção de dados. Um formulário eficaz pede o mínimo: nome, contacto, serviço de interesse e, se possível, preferência de horário. Alternativas como botão de chamada e WhatsApp devem estar sempre visíveis.
Falta de chamadas à ação e provas sociais
Cada página de serviço deve ter uma chamada à ação evidente (“Marcar consulta de avaliação”) e elementos que reduzam a insegurança:
- identificação dos profissionais e respetivas habilitações;
- morada, horários e contactos;
- avaliações verificáveis e explicação do que inclui a primeira consulta.
Quais erros as clínicas cometem nas redes sociais?
Nas redes sociais, os erros típicos são publicar sem consistência nem objetivo, comunicar apenas promoções e não ter plano editorial nem medição. As redes servem para criar familiaridade e confiança antes da consulta, e raramente para vender a frio um tratamento de saúde.
Publicações inconsistentes e sem objetivo
Três publicações numa semana e silêncio durante um mês criam a perceção de uma clínica pouco ativa. Cada publicação deve servir um objetivo: educar, apresentar a equipa, esclarecer um mito ou convidar para a marcação.
Conteúdo focado apenas em promoção
Um perfil só com descontos treina o público a esperar preço baixo e desvaloriza o ato clínico. Em saúde, os conteúdos de maior valor respondem a dúvidas reais: o que esperar de uma consulta, quanto tempo dura um tratamento, quais os cuidados posteriores.
Ausência de plano editorial e medição de desempenho
Um plano editorial é um calendário que define temas, formatos e objetivos por semana. Meça o que importa: mensagens recebidas, cliques para o site, pedidos de marcação, e não apenas alcance. A gestão de redes sociais para clínicas deve estar ligada a estas metas.
Quais são os erros frequentes em SEO para clínicas?
Os erros de SEO mais frequentes em clínicas são negligenciar a otimização local, publicar conteúdo genérico e ter problemas técnicos de indexação. O SEO (otimização para motores de pesquisa) é o trabalho que faz a clínica aparecer, sem pagar por clique, quando alguém procura um tratamento na sua zona.
Otimização local negligenciada
A procura por cuidados de saúde tem componente de proximidade (“dentista perto de mim”, “clínica de estética em Lisboa”). Um perfil do Google Business Profile (a ficha da clínica no Google e no Maps, sem custo de criação) incompleto, com horários desatualizados ou poucas avaliações, perde visibilidade. Mantenha nome, morada e telefone iguais no site e nos diretórios.
Conteúdo genérico que não responde às dúvidas dos pacientes
Textos copiados ou genéricos sobre “o que é um implante” não distinguem a clínica. Páginas e artigos úteis respondem a perguntas concretas: duração do tratamento, preparação, riscos, alternativas, o que inclui a primeira consulta. Isto exige revisão clínica e alinhamento com as regras de comunicação que se descrevem adiante. A otimização SEO e os artigos de blog são complementares.
Problemas técnicos de indexação
Páginas de serviço bloqueadas, endereços duplicados, falta de versão para telemóvel ou ausência de mapa do site impedem o Google de apresentar a clínica. Uma verificação técnica trimestral ajuda a detetar perdas silenciosas de tráfego.
Como o mau uso de depoimentos e avaliações prejudica a clínica?
O mau uso de avaliações e depoimentos prejudica a clínica quando não se recolhem feedbacks, quando as avaliações são ignoradas ou mal respondidas e quando se usam testemunhos sem contexto. As avaliações influenciam a perceção do paciente antes da primeira consulta e fazem parte da reputação da clínica.
Não recolher feedbacks
Sem um pedido ativo, a clínica depende de quem decide avaliar por iniciativa própria, o que pode dar uma imagem incompleta da experiência real. Peça avaliação no momento certo, por exemplo após uma consulta bem-sucedida, com um link direto. Veja como conseguir mais avaliações no Google para a clínica.
Ignorar ou responder mal às avaliações
Uma avaliação negativa sem resposta sugere desinteresse. Uma resposta defensiva ou que revela detalhes do atendimento agrava o problema, porque envolve informação de saúde. A resposta não deve divulgar dados de saúde nem informação clínica do paciente, em linha com a proteção de dados abordada adiante. O método está em como responder a avaliações negativas de pacientes.
Usar depoimentos sem contexto ou prova
A fonte da ERS consultada exige informação verdadeira, completa, precisa e inteligível, mas não detalha todas as formas de utilização de testemunhos. Por isso, evite afirmar que um formato é sempre permitido. Uma política interna prudente exige:
- autorização documentada do paciente;
- identificação clara da natureza do conteúdo;
- ausência de promessas de resultado garantido;
- contextualização adequada do caso;
- revisão por um responsável clínico e regulatório antes da publicação.
Quais erros de automação e follow-up mais afetam as consultas marcadas?
Os erros de automação e follow-up que mais afetam as consultas são não ter sequências de nutrição, enviar mensagens genéricas e não ter regras para qualificar contactos. Um contacto sem resposta rápida arrefece, e uma consulta sem lembrete aumenta o risco de falta.
Ausência de sequências de nutrição
Uma sequência de nutrição é um conjunto de mensagens automáticas (email ou WhatsApp) enviadas após o primeiro contacto: confirmação do pedido, esclarecimento de dúvidas, lembrete da consulta e acompanhamento posterior. No cenário do Porto, é provável que, dos 60 contactos, os que não receberam resposta no próprio dia sejam os que mais tarde desaparecem.
Mensagens genéricas sem personalização
“Obrigado pelo seu contacto” não gera confiança. Mencione o serviço pedido, o nome do paciente e o próximo passo concreto. Não inclua informação clínica em mensagens automáticas.
Falta de regras para qualificar leads
Um lead é um contacto com interesse num serviço. Qualificar significa decidir, com critérios simples, quem recebe chamada prioritária: serviço pretendido, urgência, localização e disponibilidade. Para consultas marcadas, os lembretes automáticos são decisivos; veja como reduzir faltas e cancelamentos de pacientes e a oferta de automação de leads.
Quais são os riscos legais e éticos no marketing para clínicas?
O principal risco é fazer publicidade de saúde sem cumprir o regime aplicável, seja em anúncios, no site, nas redes sociais ou em artigos de blog, onde a mensagem deve ser verdadeira, clara e identificar o responsável. Segundo a Entidade Reguladora da Saúde (ERS), publicitar serviços sem registo na ERS e sem licenciamento para as tipologias anunciadas pode tornar a prática ilícita.
O regime jurídico da publicidade em saúde foi instituído pelo Decreto-Lei n.º 238/2015, de 14 de outubro, e complementado pelo Regulamento da ERS n.º 1058/2016, de 24 de novembro, conforme referido pela ERS. A informação abaixo não substitui aconselhamento jurídico especializado.
Alegações de resultados sem evidência
De acordo com as orientações da ERS sobre publicidade em saúde, alegações técnicas ou científicas devem ser acompanhadas da referência ou fonte que comprove o rigor da afirmação. Isto aplica-se a promessas de eficácia, segurança, rapidez ou superioridade. Expressões como “resultados garantidos” ou “o melhor tratamento” exigem especial cautela.
Incumprimento de proteção de dados
Dados de saúde são de natureza especialmente sensível à luz do RGPD. Formulários que pedem informação clínica sem necessidade, listas de contactos usadas para email marketing sem consentimento válido, e mensagens de WhatsApp com dados do paciente são pontos de risco. Defina com um responsável pela proteção de dados que informação se recolhe, para quê e durante quanto tempo.
Comunicação que viola normas do sector
A ERS esclarece que a publicidade pode assumir diferentes formas e meios, incluindo comunicação comercial, informação com aparência editorial e conteúdos associados a marcas ou prestadores. Um artigo de blog ou uma publicação de influenciador pode, portanto, ser publicidade em saúde. A mensagem deve:
- identificar o interveniente responsável;
- apresentar informação clara, precisa, completa e inteligível;
- não criar dúvidas sobre os atos ou serviços prestados, as habilitações dos profissionais, as convenções existentes ou os requisitos de funcionamento da clínica.
A ERS refere ainda os princípios da transparência, fidedignidade e licitude da informação. Os códigos deontológicos das ordens profissionais podem impor limites adicionais.
Verificação antes de publicar
- A clínica está registada na ERS?
- A atividade anunciada corresponde à licença e à tipologia existentes?
- A mensagem identifica corretamente a entidade responsável?
- As qualificações dos profissionais são verdadeiras e verificáveis?
- As alegações clínicas têm suporte técnico ou científico?
- O anúncio explica o serviço sem prometer resultados garantidos?
- O utente percebe o que está incluído e quem presta o cuidado?
Como auditar e identificar os erros de marketing na minha clínica?
Audite a clínica canal a canal, com os mesmos critérios: objetivo, mensagem, medição e conformidade. Comece pelos dados reais (contactos, marcações, comparências) e só depois analise criativos e textos. A ERS disponibiliza uma checklist para clínicas e consultórios médicos que serve de referência para a comunicação.
Checklist de diagnóstico por canal
| Canal | O que verificar |
|---|---|
| Publicidade paga | Entidade anunciada, serviço promovido, licenciamento aplicável, alegações clínicas, UTM e eventos. |
| Website | Identificação clara da clínica, dos profissionais e dos serviços; velocidade; botão de contacto visível. |
| Landing pages | Promessas, referências científicas, condições da oferta, informação que esclareça o utente, ação principal única. |
| Redes sociais | Objetivo por publicação, consistência, e se conteúdos aparentemente informativos ou parcerias constituem publicidade em saúde. |
| Materiais de terceiros | Conteúdos de influenciadores, parceiros, plataformas de marcação e fornecedores externos. |
Ferramentas e relatórios essenciais
- Google Analytics e Google Tag Manager, para medir visitas e eventos;
- painéis do Google Ads e do Meta Ads, com conversões configuradas;
- Google Business Profile e Google Search Console, para visibilidade local e indexação;
- folha ou CRM que cruze origem do contacto, marcação, comparência e tratamento iniciado.
O simulador de retorno em marketing digital ajuda a estimar o impacto de melhorias antes de investir.
Como envolver equipa clínica e fornecedores
A receção sabe porque os contactos não chegam à consulta; os clínicos validam o rigor técnico das alegações. Reúna ambos numa sessão mensal de 45 minutos. Exija aos fornecedores acesso às contas de anúncios, relatórios com os mesmos indicadores e aprovação prévia da clínica para qualquer conteúdo clínico.
Como priorizar e corrigir esses erros sem interromper a operação clínica?
Priorize pelo impacto esperado na marcação e pelo esforço de implementação, comece com testes pequenos e atribua um responsável e uma data a cada correção. Assim, a clínica melhora sem parar a agenda nem reconstruir tudo de uma só vez.
Matriz impacto/esforço
Classifique cada erro em baixo ou alto impacto e baixo ou alto esforço. Esta é uma ferramenta de gestão genérica, não um modelo oficial do sector.
| Prioridade | Exemplos |
|---|---|
| Alto impacto, baixo esforço (fazer já) | Configurar UTM e eventos, responder a avaliações, simplificar o formulário, rever alegações clínicas. |
| Alto impacto, alto esforço (planear) | Novo site, sequências de automação, estratégia de conteúdo. |
| Baixo impacto, baixo esforço (quando houver tempo) | Atualizar biografias e capas dos perfis nas redes. |
| Baixo impacto, alto esforço (adiar) | Projetos de marca secundários sem ligação a marcações. |
Como testar correções com pequenas alterações?
Teste uma alteração de cada vez, durante 2 a 4 semanas: uma landing page nova para um só serviço, um formulário mais curto, uma mensagem de follow-up diferente. No cenário do Porto, a clínica poderia começar por responder em menos de 5 minutos aos contactos de implantes e comparar a taxa de marcação com o mês anterior.
Delegar responsabilidades e calendarizar entregas
Atribua um dono a cada ação: a receção, o diretor clínico, o fornecedor. Fixe datas, evite mais de três iniciativas em simultâneo e agende as alterações do site em horários de menor tráfego.
Quais diferenças de erro entre clínicas dentárias, estéticas e médicas?
As três tipologias cometem erros semelhantes, mas com pesos diferentes: as clínicas dentárias tendem a falhar na comparência e na aceitação de plano de tratamento, as estéticas na promessa de resultados e as médicas na clareza da oferta. A pesquisa disponível não traz dados comparativos, pelo que a tabela resume uma leitura prática.
Objetivos comerciais distintos
| Tipo de clínica | Objetivo típico | Erro frequente |
|---|---|---|
| Dentária | Primeiras consultas e planos de tratamento de maior valor | Focar descontos e perder pacientes entre a avaliação e o início do tratamento |
| Estética | Procura recorrente e tratamentos eletivos | Prometer resultados e depender de influenciadores sem revisão |
| Médica | Consultas por especialidade e encaminhamento | Comunicação genérica, sem destacar especialidades e médicos responsáveis |
Exigências de compliance diferentes
Em todas, aplica-se o regime de publicidade em saúde acima descrito. Nas clínicas estéticas, o cuidado com antes e depois, alegações de eficácia e profissionais habilitados deve ser reforçado. Nas dentárias e médicas, a identificação das habilitações e o licenciamento para os serviços anunciados são pontos de verificação obrigatórios.
Variações na jornada e no ciclo de compra
Uma urgência dentária decide-se em horas; um implante ou uma cirurgia estética podem levar semanas. O follow-up, o conteúdo e os anúncios devem acompanhar esse ritmo. Veja ainda como aumentar o valor médio por paciente.
Que métricas devo acompanhar para saber se os erros foram corrigidos?
Acompanhe a taxa de conversão por canal, o custo de aquisição e o retorno por paciente, e os indicadores de satisfação e retenção. Antes de corrigir, registe os valores atuais como ponto de partida, porque a pesquisa disponível não fornece valores de referência universais para clínicas portuguesas.
Taxa de conversão por canal
Meça cada etapa: visita para contacto, contacto para marcação, marcação para comparência, comparência para tratamento. No cenário do Porto, as taxas iniciais são 33% (20 de 60 contactos marcam), 60% (12 de 20 comparecem) e 42% (5 de 12 iniciam tratamento).
Custo de aquisição e retorno por paciente
Divida o investimento pelos pacientes novos (1.500 € ÷ 5 = 300 €) e compare com a receita gerada por paciente. Para o cálculo completo, consulte como calcular o ROI do marketing numa clínica.
Métricas de satisfação e retenção
Inclua avaliação média e número de avaliações, taxa de resposta às avaliações, taxa de faltas e percentagem de pacientes que regressam. O artigo sobre métricas de marketing que uma clínica deve acompanhar aprofunda cada indicador, e a experiência do paciente na clínica explica o que influencia a satisfação.
Existe um checklist prático que posso seguir hoje para evitar os erros de marketing mais comuns em clínicas?
Sim. Os 10 passos abaixo podem ser iniciados esta semana, sem grandes investimentos, e cobrem estratégia, medição, conversão, reputação e conformidade. Comece pelos que protegem a clínica de riscos regulatórios e continue pelos que melhoram a medição. Cada passo tem uma ação concreta e um resultado verificável.
10 passos imediatos de correção
- Confirmar o registo na ERS e o licenciamento para os serviços anunciados.
- Rever todas as alegações clínicas em anúncios, site e redes, e remover promessas de resultados garantidos.
- Escolher um serviço prioritário e definir o paciente-alvo.
- Escrever a proposta de valor numa frase verdadeira e verificável.
- Fixar uma meta mensal em pacientes novos, e não em cliques.
- Configurar UTM e eventos de chamada, formulário e marcação.
- Simplificar o formulário para nome, contacto e serviço.
- Completar o Google Business Profile e pedir avaliações a pacientes satisfeitos.
- Responder a todas as avaliações pendentes, sem dados clínicos.
- Criar uma resposta inicial em menos de uma hora útil e um lembrete automático de consulta.
Templates para landing pages e mensagens
Estrutura de landing page:
- título com o serviço e a localização;
- três benefícios reais, sem promessas de resultado;
- profissionais responsáveis e respetivas habilitações;
- o que inclui a primeira consulta;
- avaliações verificáveis;
- botão único de marcação e contactos da clínica;
- identificação da entidade responsável.
Mensagem de resposta inicial: “Olá, [nome]. Recebemos o seu pedido para [serviço] na [clínica]. Podemos propor [dois horários]? Se preferir, ligue para [número].” Não inclua informação clínica.
Mensagem de lembrete: “Olá, [nome]. Recordamos a sua consulta na [clínica], dia [data], às [hora]. Para confirmar, responda SIM; para reagendar, responda NÃO.”
Rotina mensal de revisão e melhorias
- Semana 1: extrair dados de contactos, marcações, comparências e tratamentos iniciados, por canal.
- Semana 2: rever anúncios e landing pages com a equipa clínica e verificar a conformidade.
- Semana 3: implementar um teste (uma só alteração).
- Semana 4: avaliar o teste, atualizar avaliações e definir a prioridade do mês seguinte.
Se pretender apoio para diagnosticar e corrigir estes pontos, a equipa da Constant Circle trabalha com clínicas dentárias, estéticas e médicas em Portugal. Pode começar pelo portfólio de projetos ou entrar em contacto.
Perguntas rápidas sobre erros de marketing em clínicas
Qual é o erro de marketing mais grave numa clínica?
O mais grave é publicitar serviços de saúde sem cumprir as regras da ERS, porque a prática pode ser considerada ilícita. A seguir, o mais dispendioso é não medir a origem dos contactos, o que impede qualquer otimização do investimento em anúncios.
Preciso de registo na ERS para anunciar a minha clínica?
Segundo a ERS, publicitar serviços de saúde sem que o estabelecimento esteja registado e licenciado para as tipologias anunciadas pode tornar a publicidade ilícita. Confirme o registo e a licença antes de lançar campanhas e valide a situação concreta com apoio jurídico.
Posso usar depoimentos de pacientes na publicidade?
Depende do contexto e do formato, e a fonte da ERS consultada não detalha todas as formas permitidas. A informação deve ser verdadeira, clara e completa, e não deve prometer resultados garantidos. Obtenha autorização documentada do paciente, contextualize o caso e submeta o conteúdo a revisão clínica e regulatória antes de o publicar.
Como sei se o meu marketing está a funcionar?
Acompanhe pacientes novos por canal, custo por paciente novo, taxa de comparência e retenção, e não apenas cliques ou seguidores. Registe os valores atuais antes de corrigir erros e compare-os todos os meses. No cenário do Porto, o número decisivo é o custo por paciente novo (300 €), e não o custo por contacto (25 €).
Por onde começar a corrigir os erros?
Comece pela conformidade das mensagens e pela medição (UTM e eventos), porque são de baixo esforço e alto impacto. Depois simplifique o formulário, melhore a resposta inicial aos contactos e só então avance para projetos maiores, como um novo site. Esta ordem segue a matriz impacto/esforço apresentada acima.
Fontes
- https://www.ers.pt/pt/atividade/supervisao/selecionar/alertas-de-supervisao/2024/alertas/alerta-de-supervis%C3%A3o-n-%C2%BA-4-2024/
- https://www.ers.pt/pt/comunicacao/noticias/lista-de-noticias/publicidade-em-saude-informacoes-importantes-para-regulados-e-utentes/
- https://www.ers.pt/pt/prestadores/perguntas-frequentes/faq/perguntas-frequentes-sobre-publicidade-em-saude/
- https://www.ers.pt/pt/utentes/publicacoes/selecionar/notas-informativas/notas-informativas/nota-informativa-n-%C2%BA-1-2025-acesso-a-cuidados-de-saude-no-estrangeiro-o-que-precisa-de-saber/
- https://www.ers.pt/media/todny1un/checklist-de-cl%C3%ADnicas-e-consult%C3%B3rios-m%C3%A9dicos_2025.pdf
Este artigo foi gerado com o apoio de inteligência artificial.

